Disseste-me:
Este é o meu coração gigante. Vê como brilha.
É um rubi cintilante, orgânico e pulsante. É tão belo!
Eu defendi-me:
E este é o meu pássaro de estimação. Guardei-lhe as asas numa caixa de marfim.
Eram pequenas e penso usá-las um dia, como adorno. São jóias de voo mortas.
Não me perguntaste mais nada. Ambos sabíamos que o brilho dessas jóias era suficiente para nos cegar aos dois, por instantes, só pela vaidade de admirar coisas impossíveis.
Fechaste-me os olhos e roubaste-me a luz, de uma dor assim branca e densa de claridade. Fulminou-te por dentro e fez-te de uma luz santa a espalhar sombras por todo o lado. Vestias de branco.
continuo a guardar dinossauros no coração
são meigos no meu peito e só me afectam a reputação.
caem grandes nas páginas tímidas dos meus caderninhos azuis.
guardo-os como amuletos nas mãos e não
sinto vergonha deles. os clichés são como os dinossauros.
são enormes e invisíveis.
caem grandes nas páginas tímidas dos meus caderninhos azuis.
guardo-os como amuletos nas mãos e não
sinto vergonha deles. os clichés são como os dinossauros.
são enormes e invisíveis.
os dias são mais curtos agora que te descobri todo por dentro;
trago ainda a vontade de tocar o coração e as tuas penas interiores
essas, do desejo.
fotografei-te no peito, uma imagem desfocada
mostrou-me dos teus lábios, a utopia do beijo
e os teus olhos que morriam em melancolias finas.
olhavam directamente o tempo e falavam de nostalgia.
perdi-me nesses olhos, no canto da tua sombra estática.
trago ainda a vontade de tocar o coração e as tuas penas interiores
essas, do desejo.
fotografei-te no peito, uma imagem desfocada
mostrou-me dos teus lábios, a utopia do beijo
e os teus olhos que morriam em melancolias finas.
olhavam directamente o tempo e falavam de nostalgia.
perdi-me nesses olhos, no canto da tua sombra estática.
o dia da praia foi o dia um de mudar
o dia do vinho foi o dia dois de mudar.
mudar, foi de dias, sequências sofridas, rápidas
e com desespero entre as dobras do corpo,
um respirar de novo o que me alimenta.
eu. eu me como no vazio dos dias e
desejo, sóbria, etérea e única.
a solitária.
não é necessário morrer para voltar a sentir
basta contar fios nos dias e libertar na pele
o bicho dos sentidos.
percorro as linhas gordas da utopia espelhada
em planos obtusos, na volúpia da alma.
o dia do vinho foi o dia dois de mudar.
mudar, foi de dias, sequências sofridas, rápidas
e com desespero entre as dobras do corpo,
um respirar de novo o que me alimenta.
eu. eu me como no vazio dos dias e
desejo, sóbria, etérea e única.
a solitária.
não é necessário morrer para voltar a sentir
basta contar fios nos dias e libertar na pele
o bicho dos sentidos.
percorro as linhas gordas da utopia espelhada
em planos obtusos, na volúpia da alma.
Quando cais,
o corpo são pedras.
Sorrir nos momentos reais
é mais fraco e até triste
pela comiseração patética
da alegria.
Há coisas, de esconder
cá dentro, que não são
de dizer, nem falar delas.
Rompes-me e és
menos meu que
nunca; agora só eu
escolho. Tu sentes.
Há uma gravidade
só das pernas e do tecto sob nós
e choramos.
Sorrir nos momentos reais
é mais fraco e até triste
pela comiseração patética
da alegria.
Há coisas, de esconder
cá dentro, que não são
de dizer, nem falar delas.
Rompes-me e és
menos meu que
nunca; agora só eu
escolho. Tu sentes.

a minha rainha, um génio vestido de adolescente precoce.
para ouvir com atenção e muito humor. uma miúda de revivalismos subtis e uma imagem e som que parecem reciclados do novo. uma coisa nova a cheirar a tempos nunca vistos e de uma personalidade autêntica e deliciosa. linda!






