É aqui que vão parar os azulejos que faltam nas fachadas.
Não comprem azulejos roubados. Serão todos os azulejos que se vêem nas feiras, antiquários, e lojas de velharias pela cidade.
#naocompremazulejosroubados
No Porto, o very typical dá-nos boas surpresas: uma lindíssima boneca da Júlia Cota e galos de Barcelos por pintar!
Um sabão que não dispenso para lavar as peças que tricoto (e todas as delicadas), e a pasta de dentes que passeia a usar. Usar português porque-sim não é a minha filosofia, prefiro usar as marcas nacionais cujos produtos são realmente bons. Visitar a mercearia da minha rua é outra sorte quando o merceeiro é tão simpático e atencioso.

"(...) É tradicional aquilo que se diz que é para os efeitos pelos quais se diz que é e porquê. É uma definição como outra qualquer. Serve ao mesmo tempo para falar das coisas e, sobretudo, a partir das coisas na demanda de outros assuntos que assim se vão insinuando. Quando alguém quer dizer a alguém que a sua condição é um pouco mais sofisticada, dir-lhe-á, por exemplo, sabes, descobri este lenço naquela loja muito antiga, muito tradicional que há naquela rua onde ninguém vai. O outro, se perceber, responder-lhe-á, sim, sim já sei, é aquela loja que compra os restos de colecção da Zara. E pronto. Diz-se também que o tradicional é autêntico. Outra vaca no milho. Autêntico é tudo o que existe porque basta isso para lhe atestar a autenticidade, seja uma falsificação de uma pintura conhecida, seja um porta-chaves com o Monstro do Lago Negro."
Álvaro Domingues
Casa Oriental: Chá, Café e Chocolate

A preparar coisas tão importantes como bonitas.
Ou o lado prático de uma tese que escrevi há quatro anos: como valorizar simbolicamente o comércio tradicional da cidade do Porto, tendo por base o potencial da memória.
Na prática, tudo é menos romântico, mas no fundo é a própria concretização dos sonhos; no final, essa concretização pode ficar mais aquém do que sonhamos, mas é sempre uma concretização, nem que seja de tentativas.
Esperemos que no futuro, esta história seja ainda mais rica do que já é; e que mais pessoas a conheçam! Em breve, vamos dá-la a conhecer.
Andei muito tempo a pensar em comércio. Mesmo antes de pensar sobre ele, olhava-o curiosa, nos seus grandes letreiros, nos balcões de madeira, nas embalagens de papel, nas mãos antigas e despachadas dos comerciantes da minha terra. Depois percebi que era uma coisa da “naturalidade”: o Porto é uma cidade burguesa, o burgo dos comerciantes, uma cidade de trocas comerciais desde tempos longínquos, um porto portanto. E apesar de nunca ter estado atrás de um balcão, tirado cafés ou atendido fregueses, havia um fascínio natural por balcões e cafés; por estantes de mercearias e embalagens; por ruas de montras. (Há muitos anos, numa breve mas muito completa viagem por Inglaterra — de Londres ao ponto mais norte da Escócia — o que mais me aliciou a curiosidade e os olhos foram as lojas, as infinitas lojas de chá, de produtos artesanais, de livros, de brinquedos.)
Um roteiro pelo comércio tradicional e as culinárias natalícias.
O meu itenerário matinal em busca de bens essenciais natalícios:
Livraria Lello & Irrmão rua das carmelitas, 144
A vida portuguesa rua galeria de paris
Casa januário rua do bonjardim, 352
Casa chinesa rua de sá da bandeira, 343
Casa christina rua de sá da bandeira, 401
Chocolataria equador rua de sá da bandeira, 637
Mercado do bolhão rua de sá da bandeira/ rua formosa/ rua fernandes tomás
Papelaria araújo & sobrinho largo de são domingos, 50
Descobri já não existem daqueles bombons deliciosos que davam pelo nome de "Conguitos" e que tinham um grão de café torrado no recheio. Os que ainda têm esse nome trocaram o grão de café por um amendoim. Toda uma pena...
Os frutos secos da Casa Chinesa e a broa de avintes do Bolhão são bens essenciais na semana de natal. Não passo sem eles. Fizeram-se bolachas suecas de gengibre, repletas de especiarias, um bolo de frutos (ameixas, passas, sultanas e cacau) da Nigella, um salame de chocolate à italiana, também receita da Nigella, uma challah, receita deste blog genial, e a minha aletria de sempre. O natal faz de mim uma cozinheira a tempo inteiro por dois dias, mas vele sempre a pena.
As prendas foram fáceis: ofereci autocolantes a toda a gente.

"Actualmente há dezenas – talvez até centenas –, de designers a especializarem-se na história da sua disciplina em Portugal, através de mestrados e doutoramentos, registrando e produzindo um conhecimento que, por um lado, poderia dar uma nova dimensão de interesse ao turismo do nosso país, acrescentado-lhe o design e a sua história como ponto de interesse. Por outro, a consciência que existe um património de interesse nestas áreas poderia servir de exemplo ao novo design que se vai produzindo, ao qual ainda vai faltando a qualidade suficiente."
Mário Moura
ressabiator.wordpress.com














