
"parva não dá satisfações a ninguém
parva é parva porque quer
parva diz:
Sejam estúpidos se quiserem mas não me toquem.
Deixem-Me estar sozinha mas se gostam de me
ver sozinha sentem-se aí."
continuo a guardar dinossauros no coração
são meigos no meu peito e só me afectam a reputação.
caem grandes nas páginas tímidas dos meus caderninhos azuis.
guardo-os como amuletos nas mãos e não
sinto vergonha deles. os clichés são como os dinossauros.
são enormes e invisíveis.
caem grandes nas páginas tímidas dos meus caderninhos azuis.
guardo-os como amuletos nas mãos e não
sinto vergonha deles. os clichés são como os dinossauros.
são enormes e invisíveis.

foi-me enviado pelo meu querido benjamim um pedido em cadeia de manias pessoais, bichinhos carpinteiros ou hábitos irracionais que incomodam muito os outros e dão comichão na alma. deixo aqui p'ra todos verem os meus dedos, à distância de kilómetros, do outro lado da península.
polegar mania de pensar que me olham de uma forma particular, como se fosse um bicho raro, demasiado desconfiada para acreditar, demasiado crente que ninguém me compreende. sou típica.
indicador mania de apontar dedo a tudo, e examiná-lo meticulosamente, contruindo em volta com precisão uma planta trepadeira de críticas, penso-as eu, construtivas.
médio mania da preguicite aguda e da falta de organização. encontrar-me no meio disso é ainda mais difícil. preguiça demais para começar e levar até ao fim as coisas, demasiadas coisas na cabeça e em cima da mesa para arrumar.
anelar mania de encher a cabeça de preocupação e problemas que não são meus. como uma teresinha de calcutá ao contrário, o mundo é o meu problema mas nao dou de comer aos pobres.
mindinho mania de fazer as coisas direitinhas, perfeitinhas e muito muito picuinhas. ofereçer-me para fazer tudo porque não confio no nível de picuinhice e perfecionismo dos outros. posso fazer eu?!
mando esta mãozinha como pedido gentil a 5 blogues bonitos, um por cada dedinho da mão.
manias da hipólita do nãoengomar, manias dos meninos&meninas do sr.erasmuséumfixe , manias da bjorkeira daqui, manias do josé feitor do escroque, e as manias da rosa pomar da ervilha cor-de-rosa.
Sou hoje metade de mim, sou hoje metade do que fui ontem, envelheço no entanto. Já velha, remoo as coisas facéis de ontem as coisas trémulas e até memórias de invernos recentes. Sou nova, mas velha dentro do novo, recente e estreado hoje. Não me escondo debaixo-da-cama, este chão repugna-me, eu ofendo-o. Enriqueço no instante o ar de forma acidental, porque sou coisa estranha às partículas mortas.
dos dias sem mim, filosofia da vassoura
a sufragista-gata-borralheira-floribela
(http://casadeosso.blogspot.com) a ti celebro-te porque a tua casa de osso volta a ser o que era e melhor ainda, parabéns benjamim








