
A preparar coisas tão importantes como bonitas.
Ou o lado prático de uma tese que escrevi há quatro anos: como valorizar simbolicamente o comércio tradicional da cidade do Porto, tendo por base o potencial da memória.
Na prática, tudo é menos romântico, mas no fundo é a própria concretização dos sonhos; no final, essa concretização pode ficar mais aquém do que sonhamos, mas é sempre uma concretização, nem que seja de tentativas.
Esperemos que no futuro, esta história seja ainda mais rica do que já é; e que mais pessoas a conheçam! Em breve, vamos dá-la a conhecer.
Há 10 anos fiz uma foto-montagem de mãe e filha. Este blog já tinha nascido e eu tinha menos 10 anos. Falar de anos é um passatempo deste blog mas uma década é uma medida que ainda não encaixo na vida, é grande demais para o que fui e o que ainda sou.
Sempre no pânico de ser fantasma de mim mesmo, gosto de me rodear de fantasmas, antepassados, referências, imagens, tudo a fazer dar sentido ao tempo e aos lugares onde estou. Até um blog pode ser uma ampulheta da vida, é só querer.
Sempre no pânico de ser fantasma de mim mesmo, gosto de me rodear de fantasmas, antepassados, referências, imagens, tudo a fazer dar sentido ao tempo e aos lugares onde estou. Até um blog pode ser uma ampulheta da vida, é só querer.

Tricotar uma amostra (para o workshop) com esta lã tão bonita e fofa e fazer quadrados com o azul mágico da João. Que tarde de domingo de primavera.
aniki bébé
aniki bóbó
passarinho tótó
berimbau, cavaquinho
salomão, sacristão
tu és polícia,
tu és ladrão.
Lenga-lenga de infâncias que não a minha, este filme, mais que da minha vida, parece fazer parte do meu ADN.
Há um ano comecei o meu 365 com esta fotografia de uma porta antiga da Rua Serpa Pinto. Criei uma hashtag só minha com o nome #um365 para fazer uma colecção de 365 fotos ao longo do mesmo número de dias. Fui batoteira e não terminei: faltam-me 103 fotografias e o ano já passou a correr. Aos trambolhões mesmo, com tombos e mazelas pelo meio. Mas estou bem, agora, mesmo com menos 103 fotografias.
A casa que era um sonho é real. Quando adultos, ao chegarmos junto das coisas da infância, estas ficam mais pequenas. Acontece com as casas, os sítios e até com as pessoas.
Na casa falta o pinheiro que era imponente e parecia tomar a fachada toda. A cor pastel adoça a casa imaginada, que era menos doce na memória da infância. O sótão mais mágico continua lá. E a luz daquela rua, tal como o jardim vizinho, falam de Outono como se fosse agora.

turista em Lisboa
três anos depois vivi e trabalhei nesta cidade e vim-me embora com um gosto mais amargo, e a sensação que não a conheci realmente (como queria).
espero voltar a encontrá-la brevemente para fazermos as pazes. não gosto de estar chateada com as cidades. até porque nenhuma das vezes a culpa é delas, mas sempre das pessoas que nos fazem lembrar.










